Arquivo | fevereiro 2013

No Próximo post, a Crucificação e a Ressurreição de Jesus.

São muitas as histórias que ouvi,
Falando sobre a vida de Jesus.
Milagres incontáveis que não vi,
Dores que ninguém jamais pode sentir…
Tantos sacrifícios Ele fez,
Renunciou sua vida por amor,
Nasceu como um homem, sendo o próprio Deus,
E foi rejeitado pelos seus.
Mas de tudo isso que passou,
Não há gesto de maior valor,
Do que o sacrifício que nos trouxe a luz,
O sacrifício lá na cruz!!

O Sacrifício, feito por Cristo,
Não se resume aquele lá na cruz…
Deixar o seu trono e viver o sonho,
De ter-nos novamente em sua luz.
Foi um ato de amor,
Mais o que na verdade nos salvou,
Foi de todos o maior,
O sacrifício lá na cruz!!!

Ainda penso em tudo o que ouvi,
Como pode um homem amar-nos tanto assim?
Levando em seus ombros meu pecar,
Assumindo toda a culpa em meu lugar,
O que farei, pra que tudo o que Ele fez não seja em vão, mas transforme o coração?
O sacrifício feito lá na cruz pra mim,
Agora tenho que retribuir!

O sacrifício que nos trouxe salvação,
Eu vou aceitar, não vou negar!!!

Foi de todos, o maior!!
O Sacrifício lá na cruz!!!

O Plano de Salvação – Parte II

1pedro2_24

Continuando o post anterior, neste capítulo, vou abordar sobre a vida de Jesus Cristo, que se despiu de sua santidade e se fez homem, morrendo por mim e por você, para pagar os nossos pecados e nos fazer digno de ter livre acesso a Deus!
Você, me questiona neste momento: – Ariane, mas isso é possível?! Eu te respondo: – Deus é Deus… Ele pode todas as coisas, e o amor dele por mim e por você é tão grande que deu o seu único filho, para que morresse por nós. Esse foi o preço que Satanás pediu. Preço de sangue. Sangue de um inocente. Não havia ninguém sobre a terra, apenas Jesus, que, desde a formação do mundo, Ele já existia. Você encontra as respostas, lendo a bíblia, o primeiro e o único livro verdadeiramente escrito por Deus, o livro mais lido no mundo e também o mais perseguido no mundo, pois, Satanás sabe, que se as pessoas começarem a ler a bíblia, encontrarão o verdadeiro caminho para ser abençoado, para ter acesso a Deus e, principalmente, a vida eterna; por isso há ainda a perseguição para quem segue a Cristo. Bem, vamos ao que interessa, vamos a vinda de Jesus Cristo à Terra e sua morte de Cruz, necessária para a nossa salvação.

A VIDA DE JESUS

Para poder ser nosso substituto legal, deveria viver com os mesmos recursos que temos à nossa disposição. Usar poderes divinos, que não temos, seria trapaça. Sendo Deus, e tendo vindo à Terra para morrer em nosso lugar, será que Jesus usou Seus poderes divinos para derrotar o diabo e poder assim viver sem pecado? Será que Ele tinha algum recurso que nós hoje não temos?

Vendo Seu nascimento e Sua infância, percebemos que até aí era exatamente igual a todos os bebês que nascem até hoje. Frágil e dependente da proteção de Seus pais terrenos, pois estava sujeito a perigoso ataques do inimigo Satanás.

Logo que nasceu, o rei Herodes tentou matá-Lo. Como não sabia como encontrá-Lo, mandou que seus soldados matassem todos os meninos nascidos na cidade de Belém, da idade de 2 anos para baixo. Jesus só não foi morto porque Deus Pai mandou um anjo avisar em sonhos a José, o esposo de Maria, para fugir para o Egito antes que os soldados de Herodes chegassem.

Aos 8 dias de idade foi apresentado ao Deus no Templo, e cresceu como uma criança normal, trabalhando com Maria e José, obediente e humilde. Acostumou-Se a estudar as Escrituras com Sua mãe e a orar com freqüência para buscar forças em Deus Pai. Trabalhou para sustentar-Se, e era carpinteiro com José, até a idade de uns 30 anos, quando foi procurar Seu primo João Batista, para ser batizado no rio Jordão. A partir desta época, começou a reunir Seus primeiros discípulos e a ensiná-los sobre o Reino dos Céus, frequentando a sinagoga aos sábados e aproveitando as reuniões para ensinar o povo, curar os enfermos e fazer muitos milagres pelo poder de Deus Pai.

Desde o começo Jesus sabia muito bem o que Lhe estava reservado no cumprimento de sua missão de amor em nosso favor. Sabia perfeitamente que o preço de nossa salvação seria a Sua vida.

O livro do Apóstolo MATEUS, no capítulo 26 diz:

2 Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

Sabia também que o método usado para prendê-Lo seria a traição e a mentira, buscando um modo de não causar tumulto entre o povo.

3 Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás; 4 e deliberaram como prender Jesus a traição, e o matar. 5 Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

  Sabia que seria um de Seus amigos mais chegados o que iria entregá-Lo, que iria vendê-Lo a Seus inimigos.

14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes, 15 e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.16 E desde então buscava ele oportunidade para o entregar.

Depois de comer a ceia de páscoa com os apóstolos, saiu com eles para o Monte das Oliveiras, para orar. Ali sentiu o peso dos pecados de todo o mundo sobre Seus ombros. Sentiu a dor da separação que o pecado causa entre os homens e Deus, pois ao tomar sobre Si os pecados do mundo, por eles foi separado de Deus Pai. Essa separação causava-Lhe uma dor de alma terrível. Enquanto orava, chegou a pedir ao Pai que, se possível, afastasse dEle o cálice de sofrimentos e humilhações que deveria beber. Pediu ao Pai que, se possível, afastasse aquele cálice, mas que se fizesse sempre a vontade de Deus.

Sofrendo ao ver Seu Filho sofrer, Deus Pai não consentiu em aliviar o sofrimento de Seu Filho por amor a nós, e permitiu que fosse até o final em Seu sacrifício. Tudo quanto Cristo sofreu sobre a Terra, também sofreu Deus Pai e Deus Espírito Santo, e tudo foi por sua causa e por minha causa.

Então Cristo avisou Seus discípulos de que havia chegado a hora, que o traidor se aproximava.

46 Levantai-vos, vamo-nos; eis que é chegado aquele que me trai. 47 E estando ele ainda a falar, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e paus, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48 Ora, o que o traía lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é: prendei-O. 49 E logo, aproximando-se de Jesus disse: Salve, Rabi. E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Nisto, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e O prenderam.

Depois de passar mais de três anos convivendo com Jesus, Judas teve coragem de vender Seu Amigo e de entregá-Lo com um beijo. Mesmo nessa hora Jesus ainda lhe deu oportunidade de arrepender-se. Chamou-o mais uma vez de “amigo”.

51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.

Pedro, impulsivo, tentou defender Jesus ao seu modo, mas sua atitude não foi aprovada. Jesus não precisava de proteção humana, pois estava a entregar-Se de livre vontade.

52 Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. 53 Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?

Jesus sabia que as Escrituras já haviam predito as condições de sua prisão e morte, e sabia como tudo iria acontecer. Então disse a Pedro e aos demais:

54 Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? 55 Disse Jesus à multidão naquela hora: Saístes com espadas e paus para me prender, como a um salteador? Todos os dias estava eu sentado no templo ensinando, e não me prendestes. 56 Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-O fugiram.

Então, ficando Jesus com os que o haviam prendido, foi levado para julgamento.

57 Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

            As leis judaicas proibiam que qualquer pessoa fosse presa à noite, mas a Jesus prenderam durante a noite.

O julgamento de Jesus teve início em seguida, na casa do sumo-sacerdote Caifás. Justamente na casa daquele que, como chefe da igreja judaica, deveria ter sido o primeiro a reconhecer Jesus como o Enviado de Deus, como o Salvador prometido. Apesar de todos os milagres que havia feito em mais de três anos, provando que o poder e a autoridade dos Céus estavam sobre Ele, Caifás fechou os olhos à verdade e presidiu o julgamento de Jesus. Cristo foi esbofeteado, surrado, coroado com um capacete de espinhos, ofendido e humilhado durante o resto da noite.  As leis judaicas proibiam que alguém fosse julgado à noite, mas a Jesus julgaram durante a noite.

Os judeus estavam sob domínio dos romanos, e por isso não tinham poder para condenar ninguém à morte. Então Caifás mandou Jesus para Pilatos, governador romano, para que fosse julgado por ele e morto. Pilatos não achou qualquer culpa em Jesus e decidiu soltá-Lo. Como era costume, durante as festas da Páscoa os romanos soltavam um criminoso condenado à morte. Para não contrariar a multidão que acompanhava o interrogatório de Jesus, Pilatos perguntou ao povo se desejavam que soltasse a Jesus ou a Barrabás, um famoso bandido que estava preso aguardando a morte.

MATEUS capítulo 27, diz:

21 O governador, pois, perguntou-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte? E disseram: Barrabás. 22 Tornou-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, que se chama Cristo? Disseram todos: Seja crucificado. 23 Pilatos, porém, disse: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam ainda mais: Seja crucificado. 24 Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco.

Ao ver a fúria do povo, Pilatos não teve coragem de mandar soltar a Jesus, como sabia que deveria ser feito; lavou suas mãos, simbolizando assim que não tinha nada a ver com a morte de Jesus.

25 E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. 26 Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado.

Apesar de saber que Jesus era inocente, ainda assim mandou açoitá-Lo antes de O entregar para ser morto na cruz.


No próximo post, vou falar sobre a crucificação de Jesus Cristo e qual o significado desse ato. No que este ato influencia na minha e na sua vida física e espiritual.

Fiquem na paz do Senhor…

…:::Ariane Mirabelli:::…